Na hora de pensar em contratar um funcionário, o valor a ser calculado vai muito além do salário. A conta precisa levar em consideração tanto os gastos diretos da contratação, como salário e benefícios, como os custos indiretos, que são os encargos sociais exigidos por lei e que são pagos pelo empregador ao governo. Caso o empregador não esteja atento a isso, a contratação pode até causar prejuízos, já que a remuneração mensal equivale apenas a pouco mais de 30% do custo real. Ou seja, o salário mensal pode custar até o dobro, ou mais, do valor bruto para uma empresa. Por isso o trabalho de um contador é tão importante em casos como esse. Saber o custo real de um funcionário é fundamental para que um empreendedor seja capaz de programar investimentos, por exemplo e garantir a saúde financeira de seu negócio.
Na hora de contratar um funcionário as empresas precisam pagar em encargos sociais 37% sobre o valor do salário líquido – a maior parte desse valor refere-se ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, o empreendedor deve considerar gastos periódicos, como férias e 13º salário.
Há, ainda, custos não periódicos, caso de licença-maternidade e demissões, por exemplo. Não podemos esquecer dos custos adicionais, como vale-transporte, além de vale-refeição e plano de saúde, pagos por algumas empresas a determinadas categorias, de acordo com o que é determinado pelo sindicato em convenção coletiva. Os custos operacionais, como ginástica laboral e aquisição de uniformes, também devem fazer parte do cálculo. Levando tudo isso em conta, o custo de um funcionário que recebe um salário de R$ 1.000, por exemplo, pode custar mais de R$ 2.500 para a empresa.
Vale lembrar que para micro e pequenas empresas, o valor do cálculo pode variar. Os que participam do chamado Simples Nacional, por exemplo, só pagam alguns impostos, diferentemente de quem se enquadra no regime comum de registro de empresas. Caso a companhia opte pela sistemática do Simples Nacional, a empresa poderia ser isenta da contribuição ao INSS.